A reativação da Associação de Moradores do bairro Morumbi, em Foz do Iguaçu, marca um novo capítulo na história da comunidade. Sob a presidência do advogado e empresário Maurício Castilha, a entidade tem se dedicado a identificar prioridades e encaminhar reivindicações ao poder público, com o objetivo de suprir carências históricas de infraestrutura na região.
Em entrevista ao Programa Fatos & Atos da Rádio Fronteira FM da última sexta-feira (28), Castilha lembrou que o Morumbi é considerado um dos maiores bairros da cidade após mudanças no zoneamento em 2018, mas que enfrenta atrasos de décadas em relação a outras regiões. “O bairro não tem sequer uma ciclovia, pista de caminhada ou centro comunitário. São demandas básicas que ainda não foram atendidas”, destacou. Ele lembra que a densidade populacional aumentou significativamente nos últimos anos, mas os investimentos públicos não acompanharam esse crescimento.
Entre as principais reivindicações estão a construção de mais unidades básicas de saúde, espaços de convivência, preservação ambiental nas nascentes do Rio Boici e a destinação de obras abandonadas, como o prédio do SESI e o imóvel da Duque de Caxias. “Precisamos transformar áreas ociosas em equipamentos públicos úteis para a comunidade”, afirmou.
A associação também tem promovido encontros entre empresários locais, fortalecendo a economia do bairro por meio de rodadas de negócios. “Conhecer o vizinho é mais importante do que conhecer um empresário do outro lado da cidade. Isso gera oportunidades e movimenta a economia local”, explicou Castilha.
Apesar dos avanços, o presidente reconhece que há desafios, como a desconfiança de parte da população após a perda de um imóvel da antiga associação em 2017, devido a dívidas de IPTU. “Hoje, trabalhamos para ressignificar essa história e mostrar que a união comunitária é essencial para conquistar melhorias”, disse.
Castilha reforça que a participação dos moradores é fundamental: “O recurso público é escasso. Se não for aplicado corretamente, os anos vão se perdendo. A associação existe para organizar as ideias e ajudar o poder público a investir de forma assertiva.”
A comunidade pode acompanhar as ações da associação pelas redes sociais, no Instagram @associacaobairromorumbi, além de participar de grupos de WhatsApp que divulgam semanalmente os avanços e reuniões com autoridades.

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