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Terça-feira, 17 de Março 2026
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Comissão de Meio Ambiente da ALEP cobra esclarecimentos sobre posse e preservação do Bosque da Copel

Deputado Arilson Chiorato (PT), presidente da CEMAPA, avalia que a situação precisa ser esclarecida com urgência

Comissão de Meio Ambiente da ALEP cobra esclarecimentos sobre posse e preservação do Bosque da Copel
Divulgação/IAT
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A Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais (CEMAPA), da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), encaminhou dois ofícios com o intuito de identificar os proprietários do Bosque da Copel, localizado no Bairro Bigorrilho, área nobre de Curitiba. Os pedidos de informação foram endereçados à Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e à Prefeitura de Curitiba, após o recebimento de inúmeras denúncias envolvendo um possível projeto imobiliário, que prevê a derrubada da mata nativa do local para ceder espaço para a construção de 21 edifícios.

O presidente da CEMAPA, deputado estadual Arilson Chiorato (PT), avalia que a situação é preocupante. “Estamos recebendo inúmeras informações conflitantes. De um lado, moradores alegam que têm recebido informes publicitários sobre a futura construção de um condomínio residencial na área do Bosque. Do outro, Copel e Prefeitura emitem informações desencontradas. Precisamos saber quem, de fato, é o dono desse terreno, que abriga uma área de mata nativa, considerada essencial para o equilíbrio ecológico da região”, afirma o deputado Arilson. 

Na quinta-feira à noite (16/10), a Prefeitura publicou um vídeo desmentindo qualquer intenção da administração municipal de comercialização do Bosque da Copel, mais precisamente da área sob sua responsabilidade, onde está localizado o "Chapéu Pensador". No vídeo ainda é dito que não há previsão de cortes de árvores por parte da Prefeitura nem haveria protocolo, licenciamento ou autorização em tramitação de caráter semelhante ingressados pelos proprietários responsáveis pelos lotes privados, que compõem a área. 

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 “Precisamos saber exatamente qual área pertence a quem e se existe a previsão de um projeto imobiliário para área. Não basta dizer que é fakenews, precisamos saber a verdade. Também vamos apurar a denúncia de ressecamento de araucárias, entre outras espécies nativas dentro do bosque. A degradação ambiental teria por objetivo remover a vegetação de forma gradual, o que seria um ato gravíssimo”, alerta o presidente da Comissão. 

De acordo com a CEMAPA, os pedidos somam-se a de parlamentares (vereadores e deputados) que estão preocupados com a situação e ingressaram com pedidos de informação no Ministério Público (Procuradoria do Meio Ambiente), Copel, Casa Civil, Prefeitura, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Secretaria Municipal de Urbanismo e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável. 

ÁREA DE PROTEÇÃO - O Bosque da Copel abriga vegetação nativa e espécies vegetais relevantes, como exemplares de Araucárias, além de servir de refúgio para diversos animais. Trata-se também de um manancial que abriga nascentes do Rio Campina do Siqueira, contribuindo significativamente para a permeabilidade das águas pluviais no solo urbano. 

O presidente da CEMAPA, deputado Arilson, recorda que, em 10 de dezembro de 2018, foi firmado um protocolo de intenções para a futura criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM). “Esse ato foi realizado no local pelo então prefeito Rafael Greca e pela governadora Cida Borghetti, porém até o momento não foi efetivado. Por que essa iniciativa está parada?”, questiona.

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