O líder do movimento Zero Mortes no Trânsito, Gilberto Ivan dos Santos, destacou em entrevista ao Programa Fatos & Atos, que vai ao ar pela Rádio Fronteira FM, comandado pelo jornalista, Ramão Camacho, a importância das ações de conscientização e políticas públicas para reduzir a violência nas ruas de Foz do Iguaçu. Desde 2014, com o programa Vida no Trânsito, a cidade conseguiu diminuir significativamente os óbitos, mas ainda enfrenta o desafio do aumento de vítimas com sequelas graves.
Entre os projetos reivindicados , Gilberto ressaltou o Complexo Educacional de Trânsito, que ocupará uma área de 15 mil m² e contará com simuladores, veículos elétricos, museu temático e auditório para capacitações. “Será um espaço único no Brasil e na América Latina, voltado não apenas para a educação, mas também como atrativo turístico”, explicou.
Outra iniciativa defendida pelo movimento Zero Mortes no Trânsito é a criação da Delegacia de Delitos de Trânsito, que promete combater a impunidade e dar respostas rápidas a crimes relacionados ao trânsito. Gilberto lembrou que em Curitiba 94% dos casos são solucionados e que em Foz muitos crimes sequer são investigados. “Precisamos acabar com a sensação de impunidade e aplicar o rigor da lei”, afirmou.
O entrevistado também destacou o trabalho de conscientização voltado para novos desafios, como o uso de patinetes e motos elétricas sem equipamentos de proteção. A escola itinerante de trânsito já atendeu mais de dez mil crianças, e o Estado do Paraná lançou concursos e materiais exclusivos para ampliar a educação no trânsito entre jovens.
A luta de Gilberto tem origem pessoal: há 16 anos ele perdeu o filho Guilherme Augusto em um acidente. Desde então, transformou a dor em mobilização. “Nosso objetivo é único: zero mortes no trânsito. Foz do Iguaçu já reduziu em 75% os óbitos e queremos avançar ainda mais”, concluiu.

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