Na última quarta-feira (29), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade de Foz do Iguaçu, Vilson Osmar Martins, esteve nos estúdios da Rádio Fronteira FM, no Programa Fatos & Atos, apresentado pelo Jornalista Ramão Camacho, para falar sobre a trajetória da entidade e os desafios enfrentados pela categoria. Em entrevista, Martins relembrou o início da atuação sindical nos anos 1980, quando trabalhadores da hotelaria e turismo se organizaram diante da necessidade de melhores condições sociais e salariais. “Fundamos uma associação que depois se transformou em sindicato”, contou.
Conquistas e entraves
Entre os avanços, Martins destacou a luta pela redução da jornada de trabalho e pela valorização das mulheres. Ele lembrou que a Câmara Federal chegou a aprovar o fim da escala 6x1, substituindo-a por 5x2 e 40 horas semanais, mas o projeto parou no Senado. “Foi uma vitória que acabou se transformando em frustração, porque os interesses do grande empresariado prevaleceram”, afirmou.
Apesar das dificuldades, o sindicato tem conseguido ampliar acordos coletivos, garantindo a taxa de serviço que aumenta em até 40% o salário dos trabalhadores. “É um ganho importante para quem vive do turismo e da hotelaria em Foz”, ressaltou.
Problemas locais
Martins também apontou gargalos que afetam diretamente os trabalhadores: transporte público insuficiente para quem atua em horários noturnos, falta de acessos seguros na Rodovia das Cataratas, carência de creches públicas e deficiências na saúde. “Esses problemas refletem no cotidiano do trabalhador e precisam ser enfrentados pelas autoridades”, disse.
Outro ponto levantado foi a necessidade de maior investimento em qualificação profissional. Segundo ele, instituições como Sesc, Senac e Senai deveriam ampliar a oferta de cursos para atender à demanda crescente do setor turístico.
Representatividade
O sindicato, classificado como “eclético”, representa não apenas trabalhadores da hotelaria e turismo, mas também categorias como cabeleireiros, lavanderias, imobiliárias condomínios e entidades filantrópicas. Atualmente, a entidade abrange Foz do Iguaçu e outros nove municípios da microrregião.
Relação com o patronal
Martins avaliou que o diálogo com o sindicato patronal melhorou após mudanças na diretoria, hoje comandada por representantes da rede de restaurantes.
Mensagem
Ao encerrar a entrevista, o presidente reforçou a importância da mobilização dos trabalhadores para manter e ampliar direitos. “A perda de direitos é muito complicada. É fundamental que os trabalhadores estejam atentos e reivindiquem sempre”, concluiu.

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