Na manhã dessa quinta-feira (29) os profissionais de enfermagem de Foz do Iguaçu, auxiliares, técnicos e enfermeiros, liderados pelos dois sindicatos que os representam, o Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu-SISMUFI e o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu-SEESSFIR, realizaram uma manifestação pública reivindicando a implantação do Piso Nacional da Enfermagem.
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A categoria está novamente mobilizada em razão do piso, que em vez de ser implantado, acabou voltando para pauta no Supremo Tribunal Federal (STF).
Aldevir Hanke, presidente do SISMUFI, enfatizou, “tem que ter um esforço maior para com esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, em razão disso é que lutamos para tudo se resolva o mais breve possível”. Explicou ainda que a luta e a manifestação são em conjunto com o sindicato da saúde, porque a causa é de todos os profissionais, da mesma forma para os que atuam no serviço público, e no setor privado.
O presidente do SEESSFIR, Paulo Sergio Ferreira, ressaltou a importância da participação dos profissionais da enfermagem nessa luta e lembrou a eles que, sem luta, não há vitória.
Reunião
Na reunião, o secretário de Administração, Nilton Bobato, explicou; “nós estamos aguardando o Ministério da Saúde definir a questão do repasse dos recursos. O ministério anunciou um repasse em janeiro, que até agora não se cumpriu, porque houve uma discussão no Supremo Tribunal Federal sobre a forma legal de fazer isso”.
Bobato disse ainda que “foi determinado pelo STF para que o Ministério da Saúde refaça os cálculos. Por exemplo; para Foz do Iguaçu havia sido anunciado um valor total de pouco mais de 2 milhões de reais, o que dá cerca de 200 mil por mês. Isso não cobre a implantação do piso, e o Município ficaria com um déficit de mais de 800 mil por mês, e o Município não tem condições orçamentárias e financeiras para arcar com mais esse custo”.
De acordo com o secretário, o município cumpriu todo o processo feito até agora. “O Ministério da Saúde deu um prazo até ontem (28) para que todos os municípios brasileiros recadastrassem todos os seus trabalhadores, numa plataforma criada pelo ministério. O Município, cumpriu a sua parte ontem, enviou todas as informações que deveriam ser enviadas, tanto dos profissionais do Município quanto do Hospital Municipal, e agora estamos aguardando o Ministério da saúde refazer esses cálculos, refazer o custo e refazer o impacto financeiro. Estamos esperando o Ministério da Saúde anunciar, quando e quanto será repassado”.
Bobato destacou ainda; “a Lei Federal diz que, o valor da diferença para chegar ao piso da categoria será custeada por recursos federais, e estamos aguardando essa definição para que seja implantado o justo piso nacional, que os trabalhadores da saúde cobram”.
FONTE/CRÉDITOS: Notícias de Foz com assessoria
