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Sábado, 24 de Outubro 2026
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Museu da Imprensa relembra cheia do Rio Paraná de 1983

Comunidades das regiões mais baixas sofreram o maior impacto da força da água; conteúdo de memória está disponível online.

Museu da Imprensa relembra cheia do Rio Paraná de 1983
Jornal Nosso Tempo/reprodução
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O avanço das águas do Paranazão em registro da década de 1980
O avanço das águas do Paranazão em registro da década de 1980

“Foz do Iguaçu nunca viu coisa igual: esta é uma das maiores cheias dos últimos tempos do Rio Paraná.” É assim que começa a reportagem do jornal Nosso Tempo, em junho de 1983, retratando o impacto ambiental e o drama humano causados pela água, que não parava de subir. O conteúdo pode ser acessado no Museu da Imprensa.

O volume de água subiu dezenas de metros acima do seu nível normal, represando rios urbanos e cobrindo áreas da cidade, o que deixou centenas de moradores desabrigados, reportou o jornal. Comunidades situadas nas regiões mais baixas sofreram as piores consequências da cheia.

Assim foi com moradores das localidades Monsenhor Guilherme, Marinha, Boicy, Monjolo e Cemitério, que viram barracos e moradias de pescadores serem totalmente encobertos ou levados pela correnteza. Os segmentos mais vulneráveis sofreram mais os efeitos.

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O avanço do Paranazão também atingiu empreendimentos e pontos de referência locais, como uma serraria nas proximidades da Ponte Internacional da Amizade, o depósito da draga de areia e o Cataratas Iate Clube. Todos esses locais ficaram submersos.

A reportagem do Nosso Tempo percorreu as áreas inundadas, inclusive em pequenas embarcações, ouviu moradores e registrou os estragos. Relatos colhidos à época registraram a aflição de famílias que perderam seus lares.

Nélida Ledesma, viúva e mãe de dois filhos, moradora da favela Monsenhor Guilherme, precisou abrigar seus poucos pertences salvos em uma construção abandonada. Maria Edith Lopes, residente na mesma comunidade e mãe de cinco filhos, expressou a incerteza diante de sua casa cercada pela água. No Boicy, o desempregado Leonardo Antônio de Melo e dezenas de vizinhos viram seus barracos tomados pela inundação provocada pelo represamento do rio que deságua no Paranazão.

Memória da cidade

Os acontecimentos foram originalmente documentados pelas lentes e pelos repórteres do jornal Nosso Tempo na edição veiculada de 16 a 22 de junho de 1983. Comprometido com a memória coletiva, o Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu resgata, preserva e oferece acesso público e gratuito a cerca de 20 mil documentos em PDF que retratam a história da cidade, conteúdos publicados em 21 jornais que foram editados a partir de 1953.

Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu
Acesse: https://museudaimprensafoz.com.br/ 
Siga: @museudaimprensafoz  

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FONTE/CRÉDITOS: AI Guatá

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